sábado, 21 de maio de 2011

A Mudança inadiável - acorda Portugal

Começa oficialmente o período de campanha eleitoral, para as eleições mais decisivas do actual regime.
O que está em causa não é meramente uma escolha de clubes, ou um reality show pop de personalidades. O que está em causa é o que fazer desta encruzilhada trágica a que nos conduziu o (des)governo Socialista nos últimos 6 anos.
A decisão é entre saber se no dia 6 de Junho voltamos a ter como primeiro ministro aquele que nos conduziu à beira da bancarrota, que apresenta como único programa continuar o percurso que nos conduziu a este desastre. Continuar TGV, continuar despesa publica cega em nome do Estado social que vai desmantelando, dizendo que o defende, asfixiando a economia e com isso aumentando o numero de desempregados, batendo sucessivos recordes.
É que por esse caminho, o desastre pode ser ainda maior do que já temos hoje e iremos ter até ao final da década.
A Grécia foi alvo de um plano de resgate faz agora cerca de 1 ano. Nessa altura a taxa de juro cobrada nos mercados secundários a 2 anos era de 7,198% (28-05-2010). Ontem era, para o mesmo prazo de 2 anos de 25,175%! A nossa taxa, hoje a 2 anos já é de 10,958%. O filme de terror pode ainda piorar...
E uma vitória do PS poderá significar não só a continuação deste filme de terror, mas o seu agravamento com fenómenos que surgem e cujo desfecho é imprevisível, como são as manifestações em Espanha, na Holanda, e soube hoje também já em Portugal. Pode ser um epifenomeno, mas pode ser também o combustível necessário para o fim do regime tal como o conhecemos.
Mas é possível evitar este caminho. É urgente inverter a tendência, injectando em todos os agentes económicos e sociais, nacionais e estrangeiros um capital de confiança e de esperança. Um projecto diferenciador, arrojado e inovador. Esse é o projecto do PSD.
O PSD é o único partido que se apresenta com hipóteses de ser mais votado que o PS, e assim provocar a mudança de governo em Portugal.
O PSD é o único partido que teve a coragem de apresentar um programa arrojado, bem estruturado, bem concretizado, com uma estratégia bem definida. teria sido mais cómodo um programa de vacuidades ou generalidades como fizeram o PS ou o CDS. Mas não é esse o caminho do PSD. O caminho que traça é de muito maior honestidade intelectual, é o caminho feito de convicções e verdade. Não é o caminho dos soundbytes, dos espectáculos pop, com encenações e lágrimas de crocodilo, mas antes é o caminho da verdade e da confiança.
Porque é esse o caminho que pode emendar a trajectória trágica que Portugal tem seguido.
Só a vitória do PSD pode preconizar a mudança de Governo.
Qualquer outro cenário que não seja o da vitória do PSD será um passo no sentido de um governo fraco e sem autoridade (desenganem-se aqueles sociais democratas que tencionam votar CDS, julgando que uma maioria PSD+CDS, com PS como partido mais votado é uma solução viável. Socrátes nunca o permitirá, o Pais não lhe sobrevirá).
É hora de concertar esforços, deixar de lado questões menores e sermos pragmáticos no voto. Só o voto do PSD pode Mudar Portugal.
É hora de acordar, é hora de mudar.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

OSAMA BIN LADEN

Osama Bin Laden está morto.

Decorridos 10 anos do maior atentado terrorista de que há memória, e o primeiro de grande escala em território americano, aquele que se tornou o símbolo do terrorismo mundial desaparece.

Mas Bin Laden, era apenas um símbolo. E o que simboliza tornou-se muito maior que ele, pelo que a sua morte é também meramente simbólica. É também um forte sinal de que aqueles responsáveis por actos hediondos como o de 11 de Setembro de 2001, não mais dormirão descansados, porque o dia da justiça pode tardar, mas chegará.

Se o 11 de Setembro foi um dia de tristeza, o dia da morte de Bin Laden não deve ser um dia de festejo. Eu teria preferido um Bin Laden trazido vivo há justiça, para ser confrontado pelos seus crimes, e pelos mesmos castigado.

Igualmente não compartilho, e compreendo mal os festejos na rua pela sua morte. Uma vida humana é sempre uma vida humana. Aliás é esta premissa que nos distingue deste género de terroristas. Como na celebre frase, Olho por olho e acaba o mundo cego, devemos ser fieis às nossas crenças, que passam pela defesa inalienável da vida humana.

O mundo mudou a 11 de Setembro de 2001. Hoje fecha-se um capitulo dessa história. Mas não nos iludamos. Com lições aprendidas, a história continua. Depois de assentar a poeira, o futuro nos dirá como os movimentos terroristas irão incorporar esta lição.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Entre quem nos conduziu à tragédia e Passos Coelho, ainda tem duvidas?

Sejamos pragmáticos: Entre continuar com Sócrates como PM, ou Passos Coelho como rosto de mudança o que prefere?

Sócrates é o principal responsável pela tragédia que se acometeu sobre Portugal nos últimos anos. É responsável pela estratégia de governo errada e que nos conduziu a este beco sem saída. Pela politica de despesa publica desmedida e descontrolada, pela politica de estado social que mais do que defende-lo criou as condições para arruiná-lo, pelos lobbies que instalou e que engrossam e minam o gigante aparelho do Estado. Espero ainda que à lista de irresponsabilidades, não se junte a bancarrota de que ainda não estamos livres. Por tudo isto e muito mais, Socrates nunca mais.

Perante este facto, qual a única personalidade presente a eleições tem possibilidade de ser o próximo primeiro ministro: Pedro Passos Coelho.

Vai ser mais do mesmo? Não sei, mas vai ser diferente, de um partido diferente, e só por isso pragmaticamente é a nossa única escolha. O homem (PPC) não será perfeito, comete erros, irá cometer ainda mais, mas caramba, deixemos de ansiar por homens providenciais, salvadores da Pátria. Não existem. E os que se fazem passar por tal ou roçam o perfil do ditador ou mentem (ou ambos).

As forças moderadas deste pais têm que compreender estes factos. Se Sócrates não serve, o caminho terá que passar por Passos Coelho. De forma muito pragmática temos que o aceitar com os defeitos e virtudes que tem. E tem bem mais virtudes (não será difícil) do que a sinistra figura de Sócrates. Ninguém é perfeito, PPC concerteza não o será. Mas é ele que temos para enfrentar a besta, é ele que está a dar a cara numa das situações politicas mais difíceis desde o 25 de Abril. Quem neste turbilhão não cometeria erros?  

 

Esta primavera está a fazer-se quente, mas é essencial manter a cabeça fria, e concentrarmo-nos no essencial: em vez de jogar o jogo do bandido, reagindo a cada movimento seu, ou de cabeça quente questionar cada movimento menos acertado de PPC, há que sair para rua e denunciar, todos os dias, a todas as horas, a farsa que nos conduziu à tragédia, e acima de tudo mostrar qual o único caminho viável, independentemente de falhas ou erros que se lhe possam apontar, se queremos um caminho pós eleições, o caminho só pode ser com Passos Coelho com uma votação muito significativa que lhe permita uma maioria de direita.

 

O tempo escoa, e não teremos muito mais oportunidades de redenção. É hora de mobilização e de cerrar fileiras.

 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Não saio porque ninguém é mais experiente que eu!

Vitalino Canas alerta para a inexperiência de Nobre e de Passos. Já Salazar se queixava do mesmo da sua oposição para justificar perpetuar-se no poder.

 

quinta-feira, 31 de março de 2011

Uma questão meramente contabilistica - ou a credibilidade que não existe

O deficit sem impacto contabilístico foi de 6,8%, apenas contabilisticamente é de 8,6%. Qual deles é que interessa para Bruxelas? Alguém falou em cambalhotas politicas no fim de semana, não foi?

terça-feira, 22 de março de 2011

Demita-se, sr. Primeiro-ministro. Para bem de Portugal.

Fonte: Bloomberg, índice de taxas a 10 anos, Portugal

Os efeitos de cada PEC não duram mais de 2/3 meses no mercado, e a cada PEC que passa, a taxa de juro acaba por ficar cada vez mais alta. Em 01 de Janeiro de 2010 a taxa a 10 anos era de 4%, hoje é de 7.4% São precisas medidas, mas não estas que o governo tem vindo a tomar. É necessário atacar a raiz do problema, com medidas estruturais e não conjunturais. O problema actual é de credibilidade, e este governo perdeu-a toda, junto dos mercados, e nos partidos em Portugal com quem poderia ter encontrado uma solução, mas junto dos quais já não tem réstia de confiança. Se olharmos para o gráfico, é trágico verificar que o evento a partir do qual os juros começaram a subir numa progressão de médio prazo imparável foi desde que o PS venceu as Eleições.

A atitude patriótica de José Sócrates será a demissão. E a bem do consenso alargado de que o pais necessita, nem sequer deveria recandidatar-se pois já não é um interlocutor válido, credível e de confiança, para se construir uma solução para Portugal.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Assange - Demónio ou Paladino

Será o fenómeno Wikileaks mais um efeito secundário da globalização digital com que a Humanidade se confronta?
É Assange um terrorista que coloca em causa a segurança interna dos Estados ou um paladino da livre informação? Sendo ainda desconhecido o novo equilíbrio mundial para o qual a Humanidade caminha, Assange é no mínimo revolucionário.
Informação é poder. E esse poder ao longo da história sempre foi monopólio de uns poucos, que decidem o destino de muitos. E o que acontece quando no "mercado" da decisão politica se difunde a informação de forma tão massiva que ela deixa de ser uma vantagem competitiva para quem a detém?
É que uma das particularidades da acção de Assange é a de que a informação libertada, é feita em bruto, de modo aparentemente não filtrado. São disponibilizados vários milhares de documentos de uma só vez, e cada Estado, cada orgão de informação, cada individuo, vai procurar a informação que lhe é relevante. No caso recente, em Portugal, os jornais depressa quiseram saber quantas referencias a Portugal, e logo chegaram a informações sobre os voos da CIA sobre território Nacional.
Não sei qual será a nova ordem mundial, ou sobre que regras se regerá, mas Julian Assange desafia de forma revolucionária o modo como as nações e os seus dirigentes se relacionam com os seus dirigentes com os seus cidadãos.
E a revolução reside precisamente aqui, na relação do poder com os representados. Porque não tenhamos ilusões. O que ele revela não é segredo para nenhum dirigente mundial. Se ele consegue acesso a estas informações, também os serviços secretos de cada pais conseguem, multilateralmente, informações mútuas. Tal como fica ilustrado no episódio tornado público, em que Hillary Clinton, no contacto com um líder Europeu alertando para o facto de estar prestes a serem reveladas informações confidenciais menos abonatórias sobre esse líder, terá tido como resposta "Não faz mal. Nem imagina o que nós dizemos de si".
Mais um sinal de desconstrução do modelo de sociedade tal como o conhecemos. O novo mundo está ao virar da esquina.