O deficit sem impacto contabilístico foi de 6,8%, apenas contabilisticamente é de 8,6%. Qual deles é que interessa para Bruxelas? Alguém falou em cambalhotas politicas no fim de semana, não foi?
quinta-feira, 31 de março de 2011
Uma questão meramente contabilistica - ou a credibilidade que não existe
terça-feira, 22 de março de 2011
Demita-se, sr. Primeiro-ministro. Para bem de Portugal.

Fonte: Bloomberg, índice de taxas a 10 anos, Portugal
Os efeitos de cada PEC não duram mais de 2/3 meses no mercado, e a cada PEC que passa, a taxa de juro acaba por ficar cada vez mais alta. Em 01 de Janeiro de 2010 a taxa a 10 anos era de 4%, hoje é de 7.4% São precisas medidas, mas não estas que o governo tem vindo a tomar. É necessário atacar a raiz do problema, com medidas estruturais e não conjunturais. O problema actual é de credibilidade, e este governo perdeu-a toda, junto dos mercados, e nos partidos em Portugal com quem poderia ter encontrado uma solução, mas junto dos quais já não tem réstia de confiança. Se olharmos para o gráfico, é trágico verificar que o evento a partir do qual os juros começaram a subir numa progressão de médio prazo imparável foi desde que o PS venceu as Eleições.
A atitude patriótica de José Sócrates será a demissão. E a bem do consenso alargado de que o pais necessita, nem sequer deveria recandidatar-se pois já não é um interlocutor válido, credível e de confiança, para se construir uma solução para Portugal.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Assange - Demónio ou Paladino
terça-feira, 30 de novembro de 2010
FMI : antes ou depois do Natal - faites vos jeux
As taxas de juro a 10 anos sobre Portugal são as que menos tem subido nas ultimas 3 semanas, se bem que estão já a um nível insustentável. A noticia é de facto a enorme pressão que cresce sobre Espanha: nos últimos 3 meses a taxa a 10 anos subiu mais para Espanha do que para Portugal. Mais: hoje a taxa da divida soberana Espanhola a 10 anos está ao nível do que tinha Portugal em 18/10/2010 quando foram anunciadas as medidas do PEC 3 materializado no OE 2011. Cada vez mais as fragilidades de Espanha estão expostas.Como um comentador dizia, nós somos apenas tapas. O prato principal mora aqui ao lado.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
O Pai Natal à porta...
Na situação em que se encontra a economia Espanhola, e com as taxas a 10 anos a passarem pela primeira vez a barreira psicológica dos 5%, uma eventual (provável) intervenção do FMI em Portugal, teria que o ser inevitavelmente e em simultâneo também para Espanha. E os últimos dias confirmam que a subida de juros para a divida soberana Espanhola estão a crescer a um ritmo mais elevado do que os de Portugal.
E já se fala de quem virá a seguir: Itália, e até há quem já se atreva a falar na França…
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
O próximo na fila
Tenho a sensação que os especuladores vão virar-se para Espanha e não para Portugal. Nos últimos 5 dias, a diferença de taxa de juro a 10 anos entre Portugal e Espanha reduziu-se em 300 pontos base…
Se bem que a diferença seja ainda de 1,9 pontos percentuais, já foi de 2,5 a 10 de Novembro, e muito próximo dos 5% e do máximo do ano (A 10 anos a taxa indicativa está hoje dia 22/11 em 4.75%, em informação disponibilizada pelo site da bloomberg).
É que problemas em Espanha tem muito maior impacto na economia Alemã do que problemas em Portugal…
Portugal Periférico
A Cimeira da Nato, e a Cimeira UE-EUA serviram mais uma vez para comprovar a nossa brutal competência para a organização de eventos. O nosso currículo é vasto: desde a Expo 98, passando pelo Euro 2004, a cimeira luso americana, e agora a cimeira da NATO vem comprovar mais um sector em que somos lideres mundiais: a organização de eventos! Todos elogiam a nossa capacidade de organização e saber em bem receber.
E até nas manifestações sabemos mostrar a diferença. Até o Bloco de esquerda, que dá cursos de verão em desobediência civil, não se quis ver misturado com os profissionais estrangeiros na arte de rebeldia, no desfile da avenida da Liberdade. Só para provar que nós é que sabemos. Nem montras partidas, nem actos de vandalismo ao McDonalds (talvez porque é esta cadeia cada vez mais recurso dos diversos níveis de classe média, cada vez mais baixa).
E tenho a sensação que o atraso na chegada dos famosos blindados encomendados especialmente para a cimeira, foi propositado. Só para provarmos, mais uma vez, que orgulhosamente sós, continuamos orgulhosamente periféricos, mas sabemos receber. Pão e vinho sobre a mesa, e até souvenirs de cortiça, agora sob a forma de coleira para o cão Português da Casa Branca.