Próximo passeio 6ª feira dia 31/10/2008 às 18h com inicio no Marquês de Pombal.segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Massa Critica
Próximo passeio 6ª feira dia 31/10/2008 às 18h com inicio no Marquês de Pombal.quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Ainda a crise
Senta à mesa/Do café
Bebe um gole/De cachaça
Acha graça/E dá no pé
O garçom/No prejuízo
Sem sorriso/Sem freguês
De passagem/Pela caixa
Dá uma baixa/No português
O galego/Acha estranho
Que o seu ganho/Tá um horror
Pega o lápis/Soma os canos
Passa os danos/Pro distribuidor
Mas o frete/Vê que ao todo
Há engodo/Nos papéis
E pra cima/Do alambique
Dá um trambique/De cem mil réis
O usineiro/Nessa luta
Grita(ponte que partiu)
Não é idiota/Trunca a nota
Lesa o Banco/Do Brasil
Nosso banco/Tá cotado
'Tá cotado
No mercado/Exterior
Então taxa/A cachaça
A um preço/Assustador
Mas os ianques/Com seus tanques
Têm bem mais o/Que fazer
E proíbem/Os soldados
Aliados/De beber
A cachaça/Tá parada
Rejeitada/No barril
O alambique/Tem chilique
Contra o Banco/Do Brasil
O usineiro/Faz barulho
Com orgulho/De produtor
Mas a sua/Raiva cega
Descarrega/No carregador
Este chega/Pro galego
Nega arrego/Cobra mais
A cachaça/Tá de graça
Mas o frete/Como é que faz?
O galego/Tá apertado
Pro seu lado/Não tá bom
Então deixa/Congelada
A mesada/Do garçom
O garçom vê/Um malandro
Sai gritando/Pega ladrão
E o malandro/Autuado
É julgado e condenado culpado
Pela situação
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Crise? Viva a crise!
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
5 de Outubro 1143 - Tratado de Zamora

terça-feira, 16 de setembro de 2008
Carências Afectivas
Quero que a sintas em ti !... E, ao senti-la, me olhes... fascinada!"
quinta-feira, 17 de julho de 2008
SUGESTÂO – Norah Jones, 2002
É a banda sonora ideal para os exaustos dias de Julho.
Na sua voz, sente-se o sussurro quase quente dos lassos fins de tarde. Ao fundo, a breve e morna brisa beija a pele adormecida.
O sol que desmaia à minha frente insiste que eu permaneça quieto, esperando que toda a eternidade seja apenas este instante.
E a melodia espalha-se em mim como os restos de uma onda à beira mar, derrotada pelo cansaço.
O tempo não existe. Esgotou-se no lento escorrer dos dias em que à beira mar, de olhos fechados, permaneço escutando o sabor da alma.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
SOCIEDADE - ANJOS E DEMÓNIOS
A propósito da noticia do afundamento do ferry boat nas Filipinas, em que morreram cerca de 800 pessoas, e a agravar a desgraça, veio agora a saber-se que o barco transportava, de forma ilegal, 10 toneladas de um pesticida de elevada toxicidade, letal para o Homem.
Vox Pop: O responsável por este acto é um criminoso, irresponsável e que tem que ser condenado pelo crime cometido. Outros dirão: é a miséria inerente a um país do terceiro mundo, em que os equipamentos se degradam, sem manutenção, chegando a um ponto em que não existem condições de operação.
O Feiticeiro propõe outro olhar: A questão não se centra sobre um responsável (ou dois, ou três), ou sobre as condições dos equipamentos ou infra-estruturas. É tão somente uma questão de atenção, de consciência e responsabilidade individual. Temos a tendência em procurar Super-heróis ou anti-heróis, que nos salvam ou condenam respectivamente. Barak Obama será o salvador dos Estados Unidos, o homem providência que restaurará o orgulho e a glória de ser americano. Adolf Hitler foi o diabo na Terra, príncipe das trevas, responsável pelo maior horror da história da Humanidade. O Homem (na sua maioria)é eminentemente religioso (mesmo quando se diz ateu), no sentido em que procura a sacralização do que é terreno, a materialização num Pai do bem e do mal.
Não é Barak Obama que salvará a América. O máximo que poderá fazer (e já será muito) é o de inspirar a esperança em cada um. Bem como não foi Hitler o demónio na terra, mas sim cada um dos que acreditaram no horror, que o executaram diariamente, sem se questionar.
Os anjos e demónios vivem dentro de cada um de nós, todos os dias, a cada segundo que vivemos. E somos o Herói sempre que conseguimos colocar em cada gesto um pouco de Humanidade, de consciência, de responsabilidade individual. E somos o vilão, sempre que fechamos os olhos, que somos cobardes, sempre que, desatentos vivemos de forma irresponsável cada atitude que tomamos (ou deixamos de tomar).
Porque a diferença faz-se nas pequenas coisas: na educação com que eu agradecemos um serviço prestado, no obrigado que dizemos a quem nos segura a porta, na cordialidade quando estamos no trânsito. E também na atitude responsável com que trabalhamos, evitando “não vale a pena estar a chatear-me com isto, pois só me vai dar trabalho”. Ou quando tomamos a decisão de não embarcar 10 toneladas de pesticidas num barco de passageiros. Ou quando decidimos não autorizar o embarque de 10 toneladas de pesticidas num barco de passageiros. Ou quando não autorizamos um barco de passageiros a fazer viagem quando as condições atmosféricas não o permitem.
Somos o herói sempre que pensamos antes de agir que tudo é causa e consequência. E que o bater de asas de uma borboleta em Tóquio pode provocar uma tempestade em Nova Iorque.