quinta-feira, 24 de setembro de 2009

VOU VOTAR MEP – MOVIMENTO ESPERANÇA PORTUGAL

DECLARAÇÃO DE VOTO

O meu voto no MEP ficou decidido apenas nesta semana. E será um voto positivo, não será um voto de puro protesto, nem um voto no mal menor, ou na alternativa viável. O meu voto no MEP é um voto de convicção.

Facto: da votação de dia 27, sairá um governo PS ou PSD, provavelmente um governo minoritário, representando a vitória do PS um voto de continuidade e a vitória do PSD um voto de uma certa mudança. Mas a mudança mais significativa reside na fragmentação de um certo bloco central com peso excessivo, aumentando a pluralidade do parlamento, redistribuindo poderes, dando novas vozes à Politica, mais independentes do sistema instalado. É nesta mudança que aposto. Porque é na falta desta mudança alternativa que a desilusão com a política se instala, e a abstenção se constrói. Votar Partido Socialista é ser masoquista, votar PSD é votar na mudança pelo mal menor. À esquerda, a alternativa é radical, ou ultrapassada, e em ambos os casos patética. O CDS/PP funciona como refúgio de coerência da ala direita do PSD. Não voto em escolhas de mal menor. Esse é o primeiro passo para a desilusão política. Voto em convicção, voto MEP.

É preciso dar voz a projectos sérios que renovem a forma de fazer política. Por isso faz sentido promover o MEP, votar MEP.

O Voto no MEP é um voto positivo, porque é um voto nas ideias e ideais do seu programa, na equipa que as defende, na esperança que traz para a mudança do modo de fazer política. Mudança porque melhor é possível.

Se o MEP tiver a mesma votação que teve nas eleições europeias conseguirá eleger 1 a 2 deputados ao parlamento. Está ao nosso alcance dar voz ao MEP.

A equipa do MEP é feita de pessoas que trazem experiência acumulada nas mais diversas áreas de intervenção social em particular do voluntariado e ONG. Por isso trazem consigo uma característica fundamental para o exercício da politica no seu sentido mais nobre: Espirito de missão.

O Programa do MEP é feito de ideais mas também de ideias concretas, por vezes com um grau de concretização que não tem par em nenhum outro programa dos partidos com representação parlamentar. O MEP tem propostas reais de que conhece bem a realidade Portuguesa.

Destaco os tópicos do programa do MEP, que poderão ver em detalhe em www.mep.pt

Visitem o site e vejam as iniciativas de campanha verdadeiramente inovadoras deste movimento que merece ter voz no parlamento.

Capítulo 1 - Uma nova Agenda Social

Capítulo 2 - Uma política ao serviço das famílias

Capítulo 3 - Plataformas para uma década

Capítulo 4 - Um tempo de realismo em nome do futuro

Capitulo 5 - Criar mais riqueza para todos

Capítulo 6 - Cuidar da sustentabilidade ambiental

Capítulo 7 - A nossa identidade: cuidar da memória e preparar a herança para o futuro

Capítulo 8 - Por uma sociedade civil mais forte e participativa

Capítulo9 - O desafio de um Estado eficiente, servidor, regulador e pessoa de bem

Capítulo 10 - Portugal cosmopolita e aberto ao mundo


Dia 27 Vota MEP. Porque Melhor é possivel.


terça-feira, 22 de setembro de 2009

Quem quer ser masoquista, vota partido socialista

Como é possível alguém, seja de esquerda, centro ou direita ponderar ainda votar PS? Será possível que no barulho da campanha eleitoral a memória dos últimos 4 anos se tenha apagado? Será que de repente deixámos de ter meio milhão de desempregados e eu ainda não sei? Ou esquecer que a divida externa duplicou nos últimos 4 anos? Ou que a divida Publica já valia 108% do PIB no final de 2008? Infelizmente o país que temos continua adormecido, e pensa que esta disputa eleitoral é um prolongamento do campeonato de futebol, em que cada um defende o seu clube, só porque sim.
Votar PS nestas Eleições é um acto de puro masoquismo que só pode ser entendido à luz do descrédito total em que cada vez mais as instituições deste regime se afundam. Porque infelizmente, os partidos que temos eleito são o espelho de quem os elege.
Lanço o desafio: Votem diferente. Votem nos pequenos partidos sem representação parlamentar. Façam um teste na Bussola Eleitoral e descubram que nos pequenos novos partidos (MEP, MMS, PTP, PPV,...), e nos mais antigos (PCTP/MRPP, MPT,...) encontramos mais proximidade que nos tipos do costume. Por favor votem dia 27, mas não votem PS.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Coraline, e a porta secreta


"Uma jovem rapariga, Coraline, atravessa uma porta secreta, na sua nova casa, e descobre uma versão alternativa da sua vida.
À primeira vista, esta realidade paralela é estranhamente parecida com a vida real, só que muito melhor!
Contudo, quando este maravilhoso conto se torna perigoso e a sua mãe contrafeita tenta ficar com ela para sempre, Coraline dependerá da sua firme determinação, coragem, a ajuda de vizinhos e de um gato que fala, para salvar os seus pais verdadeiros e algumas crianças-fantasma, e, assim, voltar para casa."

Oh Coraline! Quantos de nós já não passaram essa porta e trocaram os seus olhos por botões, deixando de ver a realidade como ela é, para vermos apenas uma doce ilusão que no fundo sabemos triste e amarga. É no fundo a história de todas as corrupções, todas as concessões, todo o hedonismo, em nome de uma suposta civilização avançada. A felicidade não está ao alcance de um par de botões que nos feche os olhos à realidade.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Massa Critica

"Uma Massa Crítica (MC) é um passeio no meio da cidade feito em transportes não poluentes. Realiza-se sempre na última sexta-feira de cada mês às 18h00, partindo de um local pré-determinado.
As MC também são conhecidas nos países lusófonos como bicicletadas porque a maioria dos participantes desloca-se em bicicleta. O termo Massa Crítica é mais apropriado porque encoraja-se a participação de pessoas que se deslocam de outras formas não-poluentes: patins, skate, trotinete, etc.
Para lá das motivações pessoais de cada participante, a MC é uma coincidência organizada de cidadãos unidos pelo interesse em celebrar formas de transporte não poluentes e mais sustentáveis a longo prazo do que o automóvel ou outros veículos dependentes de energias não renováveis."
Em www.massacriticapt.net

Próximo passeio 6ª feira dia 31/10/2008 às 18h com inicio no Marquês de Pombal.


quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Ainda a crise

Uma vez que não se fala em mais nada senão sobre a crise, quero ainda acrescentar duas considerações sobre a dita besta.
Ao que parece a crise serve de pretexto para tudo, de nacionalizações a aumento de deficit, do  regresso do Estado que tudo controla e da carta branca ao despesismo, sempre em nome da defesa da Economia.
Continuo a acreditar que os remédios, são de facto o pior remédio, pois servem apenas para tratar sintomas, e não tratar as causas. As medidas paliativas inauguradas no OE e que se vão suceder nas próximas semanas e meses servem apenas para que se prolongue a agonia do doente, que vendo os sintomas da crise aliviar, acha que pode continuar a gastar o que não tem como fez nas ultimas décadas. A origem do mal está no consumo desenfreado generalizado, das famílias ao Estado, na incompreensão do facto que os recursos são de facto escassos e limitados, e na ilusão de que podemos crescer indefinidamente a ritmos infinitamente crescentes. Esta é a verdadeira raiz do problema da Economia Real (gosto do termo, pois serve para nos relembrar que existe uma economia irreal, e é sobre essa que infelizmente cada vez mais vivemos).
Outro fenómeno que ressalta desta crise, é o facto de todos quererem achar um culpado: Ora  o culpado é o Estado que não regulou, ora são os Capitalistas que não avaliaram bem o risco, os analistas, os supervisores, ... Até os 4 cavaleiros, perdão banqueiros, do Apocalipse vem à televisão dizer que "alguém vai ter que dar explicações ao Mundo sobre o sucedido". Tristes episódios fazem-me lembrar mais um ditado "quando não há pão em casa todos gritam e ninguém tem razão". A culpa desta crise é de todos nós que caímos na armadilha e na vertigem da ambição cega, de consumir além das nossas possibilidades. E no final, se a culpa é de todos, quem a vai pagar é o mesmo do costume.
Para uma explicação da crise não é preciso nenhum guru de Economia. Atentem à letra da música de Chico Buarque, "O Malandro":

O malandro/Na dureza
Senta à mesa/Do café
Bebe um gole/De cachaça
Acha graça/E dá no pé

O
garçom/No prejuízo
Sem sorriso/Sem freguês
De passagem/Pela caixa
Dá uma baixa/No português

O galego/Acha estranho
Que o seu ganho/Tá um horror
Pega o lápis/Soma os canos
Passa os danos/Pro distribuidor

Mas o frete/Vê que ao todo
Há engodo/Nos papéis
E pra cima/Do alambique
Dá um
trambique/De cem mil réis

O usineiro/Nessa luta
Grita(ponte que partiu)
Não é idiota/Trunca a nota
Lesa o Banco/Do Brasil

Nosso banco/Tá cotado
'Tá cotado
No mercado/Exterior
Então taxa/A cachaça
A um preço/Assustador

Mas os ianques/Com seus tanques
Têm bem mais o/Que fazer
E proíbem/Os soldados
Aliados/De beber

A cachaça/Tá parada
Rejeitada/No barril
O alambique/Tem
chilique
Contra o Banco/Do Brasil

O usineiro/
Faz barulho
Com orgulho/De produtor
Mas a sua/Raiva cega
Descarrega/No carregador

Este chega/Pro galego
Nega
arrego/Cobra mais
A cachaça/Tá de graça
Mas o frete/Como é que faz?

O galego/Tá apertado
Pro seu lado/Não tá bom
Então deixa/Congelada
A mesada/Do
garçom

O
garçom vê/Um malandro
Sai gritando/Pega ladrão
E o malandro/
Autuado
É julgado e condenado culpado
Pela situação


E assim dizia a voz do Feiticeiro.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Crise? Viva a crise!

Fala-se por ai de uma crise de dimensões nunca vistas. Que o mundo de prosperidade em que vivemos nos últimos anos, acabou. Nem sei bem que prosperidade é esta de que falam. Se bem me lembro já ouço falar que estamos em crise, e de que no próximo ano é que haverá a retoma económica, há pelo menos 7 ou 8 anos... Se isto era prosperidade...
Tentando investigar melhor que crise será esta afinal fui ver um site com cotações online (ao que parece é uma crise financeira!) Acções a cair, algumas desceram 70% desde o inicio do ano! No entanto, e olhando um gráfico a 2 anos, quase nenhuma cotação está abaixo do valor que tinham nessa altura. Será crise, ou apenas uma correcção do mercado? Um espirro do sistema a tentar expurgar excessos? Tal como o meio ambiente reage aos excessos, também o sistema económico-financeiro, que de morto não tem nada, reage a excessos e ilusões de crescimento de que nos fomos alimentando nos últimos anos. E creio que os "remédios" propostos para esta gripe possam ser piores, do que a gripe em si. É que as gripes não se tratam com antibióticos, mas antes com um bom chá quente, muito descanso, e uma manta quente sobre os pés.
Uma velha frase diz que as bandeiras são sempre mais bonitas com o vento contra, e é nos momentos de maior necessidade que o Homem se supera, em que o apelo à criatividade e à inovação são mais estimulados. O mundo ocidental está gordo e anafado. Uma dieta de canja de galinha só lhe vai fazer bem para despertar o que de melhor existe no espírito dos Homens, para revelar lideranças, e para expurgar a gordura em excesso.
Crise? Viva a crise!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

5 de Outubro 1143 - Tratado de Zamora

Hoje, 5 de Outubro de 2008, comemoram-se 865 anos sobre a data em que foi reconhecido a Portugal a independência do reino de Castela, através da assinatura do Tratado de Zamora.
A bandeira de Portugal que tenho em casa é Azul, símbolo do nosso sentido universalista e da ligação incontornável ao oceano, e Branca, a cor da fraternidade, da harmonia e da Paz.
Sou Monárquico porque acredito na nossa Herança comum de Nação com mais de 800 anos.
Porque acredito que só a Monarquia pode perpetuar o nosso Património cultural (Língua, arte, arquitectura) e património Natural (Ambiental e agrícola) colocando o espaço e o tempo em que existimos como Portugueses acima de interesses partidários efémeros.
Porque só a figura do Rei, enquanto corporização independente da alma Nacional, pode ser o garante da continuação da identidade da nossa Pátria.
Porque acredito que o mundo global que hoje construimos será melhor se o construirmos na diversidade, acreditando que o que nos torna únicos no mundo, é uma mais valia para nós e para os outros.
Sou monárquico porque acredito que apesar dos preconceitos, Portugal e os Portugueses são monárquicos.
Sou monárquico por todas as razões e por e por nenhuma.
Sou monárquico, porque acima de todas as razões, sinto que é em monarquia que melhor cumprimos o nosso destino enquanto Nação.
Viva o Rei!
Viva Portugal!